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Em: 27/09/2018
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil pede ajuda ao Governo Federal para tirar do papel projeto similar ao Programa Prosperar para os outros estados.
Gilmar Carino é um produtor rural de Santa Maria Madalena. Há 15 anos ele conheceu o Programa Prosperar e desde então sua vida mudou.
“Eu tinha uma boa produção de leite, mas não tinha como escoar, não tinha pra onde mandar o leite. Em 2003 eu conheci o Christino e o Programa Prosperar. Eu consegui legalizar a minha agroindústria e agregar valor ao meu produto, que hoje é reconhecido em todo o Estado”, disse Gilmar.
O Programa Prosperar visa incrementar a produção e a produtividade através da criação de facilidades para a legalização e adequação dessas empresas às normas vigentes, além de criar sistemas de crédito e canais de comercialização adequados para o seu desenvolvimento e capacitação. Mais de 330 pequenas agroindústrias foram formalizadas na questão sanitária, com registro no Serviço de Inspeção Sanitária e na Anvisa. Outras 20 agroindústrias de alambiques, polpas de frutas e água de coco foram formalizadas com registro no Ministério da Agricultura.
“Com o programa a gente passou a produzir e trabalhar no estado todo com a divulgação do nosso nome e da nossa marca através dos outros programas que o Christino criou, como a rede de disseminação dos produtos da produção familiar no estado e encontros com empresas que puderam investir no nosso produto vinculado ao Programa Prosperar que dá incentivo ao produtor”, afirmou Gilmar.

Estado do Rio como exemplo

Este mês a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu apoio à Casa Civil da Presidência da República para coordenar e elaborar um decreto para regulamentar a Lei 13.680/2018, que facilita a comercialização de produtos artesanais de origem animal no Brasil. A Lei visa desburocratizar a comercialização interestadual desses alimentos. No ofício, a CNA destaca que “diante do potencial dos produtos artesanais e tradicionais para o incremento da renda dos agricultores é necessária a criação de um decreto regulamentador com regras objetivas para o produtor registrar seu estabelecimento e seus produtos junto ao órgão público federal competente”.
Para o Seu Gilmar, um trabalho que já funciona muito bem no Estado do Rio de Janeiro, graças ao pioneirismo do Christino.
“Nós que tínhamos uma agroindústria pequena nunca iríamos sair da informalidade se não fosse o Programa Prosperar. Ele é fundamental pra gente. O Christino criou o Prosperar em 2000, já são quase 20 anos e só agora o governo federal está pensando em fazer algo parecido”, concluiu Seu Gilmar.