31out
Em: 31/10/2019

Na avaliação do deputado Christino Áureo, Novo Mercado de gás permitirá atrair mais indústrias para a região

A semana foi boa para o setor de gás no país, com consequente possibilidade de geração de empregos para Macaé e outros municípios da região. Além da aprovação da proposta que institui um novo marco legal do gás natural no país, na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, a licença prévia para a instalação do Terminal Portuário de Macaé ( Tepor) foi liberada. O complexo de 6 milhões de metros quadrados deve reunir um terminal de armazenamento de petróleo com capacidade de 4,5 milhões de barris; um de armazenamento de combustíveis e uma planta privada de processamento de gás natural. Para o deputado federal Christino Áureo, a região passará por um novo ciclo que promete um modelo econômico mais diversificado do que o existente no auge do ciclo do petróleo.

– O texto que aprovamos na Comissão promove uma abertura no mercado de gás, o que com certeza acarretará em mais empregos e divisas para a Macaé e outros municípios produtores. Empresas com sede no Brasil poderão atuar nesse mercado por meio de autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e não mais por concessão. No modelo atual, uma empresa interessada em investir no setor precisa vencer um leilão da ANP. No regime de autorização, bastará apresentar o projeto e esperar o aval da agência. O objetivo da mudança é destravar os investimentos no setor – destacou o deputado.

Membro da Comissão, Christino apresentou uma série de emendas para melhorar o texto que tramita na Câmara. Uma das emendas determina que gasodutos que se conectam a unidades de processamento ou tratamento de gás natural, que se conectam a estocagem ou terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) também pudessem ter autorização para operar no modelo estabelecido. No texto anterior, esta norma estava exclusiva para gasoduto de escoamento da produção, gasoduto de transferência e gasoduto de transporte.

– Um exemplo claro de situação que não se enquadrava nas classes previstas é o gasoduto que poderia ser construído pelo proprietário de uma unidade de processamento de gás natural para interligá-la ao gasoduto de transporte ou gasoduto de distribuição mais próximo. O Brasil possui uma rede de distribuição de gás ínfima, comparada a sua produção e ao que está por vir com as expectativas do megaleilão do pré-sal. Quanto mais expandirmos a rede, mais empregos serão gerados, contaremos com energia mais barata e a população terá mais acesso a essa fonte limpa e abundante no nosso país – esclarece.

Um dos projetos a ser beneficiado com a atuação de Christino na Câmara será o Tepor Macaé. Segundo o deputado, as petroleiras mundiais não estão de olho apenas no petróleo brasileiro, mas também no setor de energia nacional. Elas estão ávidas para encontrar no Brasil um novo mercado consumidor para as suas produções de gás natural, e o Tepor Macaé tem tudo para abrigar grande parte deste investimento.

– Com matérias-primas vindas do pré-sal ou de outros países, a partir da importação de GNL (Gás Natural Liquefeito), as empresas buscam ter mais controle sobre a produção de energia elétrica no Brasil. Além da Petrobrás, empresas como Equinor, Shell e BP entraram na disputa para a produção de energia. Atualmente a Gás Natural do Açu (GNA) – um empreendimento da BP, Siemens e Prumo Logística – a Shell e a Golar são as donas dos três maiores projetos privados para a geração de energia que já estão em construção no Brasil. A Shell está com um grande investimento em Macaé, a termelétrica Marlin Azul. O acesso a energia barata, vindo do gás desta térmica e das outras instaladas no município, atrairá consequentemente indústrias de outros setores, diversificando a economia. Essa é a oportunidade para o desenvolvimento sustentável de Macaé, Rio das Ostras, Carapebus e Quissamã pós ciclo do petróleo – avalia.

Com capacidade de 565 megawatts (MW) Marlim Azul terá investimento da ordem de US$ 700 milhões e no auge da construção da planta, o número de empregos diretos criados poderá chegar a 1,5 mil. O Tepor tem expectativa de gerar 10 mil empregos, e o parque industrial Bellavista, condomínio que só abriga empresas ligadas à cadeia de óleo e gás, conta hoje com 3 mil funcionários e 29 empresas, sendo que mais três deverão ser instaladas em breve e 12 nos próximos meses, entre elas grandes fornecedores de petroleiras como Petrobras e Shell. Para Christino Áureo, esses são apenas alguns dos empreendimentos de sucesso que estão sendo desenvolvidos no município.