18out
Em: 18/10/2019

Quatorze empresas de petróleo brasileiras e estrangeiras estão aptas a participar do megaleilão do pré-sal, que vai comercializar a produção de Atapu, Búzios, Itapu e Sépia, todos na Bacia de Santos, no litoral do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), um número recorde de inscritos para o leilão que acontece no dia 6 de novembro, cuja arrecadação deve chegar a R$ 106,56 bilhões.

Do total, R$ 48,8 bilhões ficam com a União, R$ 33,6 bilhões com a Petrobras, em razão do acordo feito com a União para que as áreas sob o seu direito de exploração possam ser licitadas, cerca de R$ 2,6 bilhões para o estado do Rio, e seus 92 municípios, e o restante dos recursos para estados e municípios brasileiros.

Para o deputado Christino Áureo (PP-RJ), que preside a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis (Freper), na Câmara, a proposta aprovada pelo Congresso Nacional (PL 5478/19), e sancionada nesta quinta-feira (17) pelo presidente da República vai ajudar muito ao estado do Rio e aos municípios fluminenses que passam por um ajuste fiscal.

– A intensa procura por parte das empresas de petróleo nacionais e vindas de outros países sinaliza a importância não só desse leilão, mas também da janela de oportunidades que representa o pré-sal no Brasil. Vivemos um momento em que as energias, a partir do combustível fóssil, naturalmente serão substituídas por fontes renováveis, solar, eólica e outras. Enquanto isso, o Brasil tem que saber explorar suas reservas no tempo certo, preservando sim, a soberania nacional, mas fazendo com que esse petróleo que está a grande profundidade seja revertido em riqueza, empregos e desenvolvimento- afirmou Christino.

Novo leilão- No dia 7 de novembro acontece a 6ª Rodada de Licitações de Partilha de Produção com a participação de 17 empresas de petróleo nacionais e estrangeiras para as áreas de Aram, Bumerangue, Cruzeiro do Sul e Sudoeste de Sagitário, na bacia de Santos, e Norte de Brava, na bacia de Campos.

Foto: Gabriel Lordêllo/Mosaico Imagem/Petrobras