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Em: 14/11/2018

Agregar valor à produção de cana-de-açúcar ou simplesmente reaver a tradição familiar secular de produção de cachaças foram alguns dos motivos que fizeram diversos produtores fluminenses a apostar na branquinha como forma de garantir renda. Quando o deputado Christino Áureo estava à frente da secretaria estadual de agricultura, incentivou o segmento através do programa Prosperar, um programa criado para fomentar a agroindústria familiar. Diversos rótulos que hoje estão fazendo sucesso no Festival “Cachaças do Rio — Coquetelaria e Gastronomia“, evento que se espalha por 20 endereços da cidade e oferece harmonizações da bebida com pratos exclusivos, foram incentivados pelo programa, e o deputado, comemora o resultado.

– Dos 60 produtores de cachaças fluminenses, aproximadamente 30% foram incentivados pelo Prosperar seja com financiamento para a adequação das instalações e aquisição de equipamentos com inovação tecnológica ou ainda apoio e orientação para a formalização dos empreendimentos junto ao Ministério da Agricultura. Através das nossas equipes também incentivamos a inserção das agroindústrias em eventos de gastronomia, dando visibilidade à qualidade da produção fluminense e abrindo novos canais de comercialização para a cachaça do Rio de Janeiro. Hoje, com o apoio da Associação de Produtores de Cachaça do Rio, conduzida inicialmente pela Katia Alves Espírito Santo e agora pelo Carlos Alberto Mariz, o segmento continua em processo de evolução. É muito bom vê-los participando desse evento criativo que é o festival de Cachaças do Rio, se aliando aos melhores restaurantes da Capital – afirmou o deputado.

De acordo com matéria publicada no Jornal O Globo deste domingo (11) apesar de a bebida existir praticamente desde que o país começou a ser explorado pelos portugueses, o exclusivo destilado (cachaça só no Brasil, assim como a champagne só na França) está ganhando novas versões e se reinventando para alcançar cada vez mais espaço nos mercados nacional e internacional. O Rio hoje é o segundo maior exportador do produto, atrás apenas de São Paulo e dados da Apacerj apontam que os produtores venderam mais de R$ 6 milhões para o exterior em 2017. Um dos produtores que está exportando cachaças é Haroldo Carneiro, que envia seu primeiro carregamento para Portugal neste mês. De família com longa tradição na produção de cana, ele apostou na retomada do antigo engenho da Fazenda S. Miguel, em Quissamã, município do Norte Fluminense, para agregar valor à sua produção. A cachaça 7 Engenhos que já recebeu duas medalhas no Mundial de Bruxelas, maior evento de destilados do mundo, também está presente no “Cachaças do Rio”.

O Festival acontece até o dia 25 de novembro e o circuito compreende 12 casas da Zona Sul, em Ipanema, Leblon, Copacabana, Jardim Botânico, Botafogo e Santa Teresa, que seguem o protocolo de preparar petiscos e drinques à base do destilado. A única obrigação é que combinem entre si. As bebidas serão feitas com oito cachaças premiadas do estado (Coqueiro, Da Quinta, Fazenda Soledade, Magnífica, Sete Engenhos, Tellura, Vieira & Castro e Werneck), e aprovadas não apenas pelo público, mas também por jurados, que vão avaliar o sabor, a apresentação e a harmonização de cada conjunto.