03ago
Em: 03/08/2020

Membro da diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado trabalhou para prorrogar vencimento de crédito rural para o setor

Muito afetados pela pandemia do novo coronavírus, os produtores rurais fluminenses ganharam uma boa notícia na sexta-feira (31). Com forte trabalho do deputado Christino Áureo (PP-RJ), membro da diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), junto ao governo, algumas ações foram tomadas para que eles sintam um pouco menos os efeitos da crise econômica causada pelo surto da Covid-19, que levaram à perda de parte da renda.

As principais medidas são a prorrogação para 15 de dezembro deste ano o vencimento de parcelas do crédito rural e o aumento dos limites de financiamento de industrialização para a agroindústria familiar, dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

– Essa era uma demanda do setor que não parou de trabalhar durante a pandemia. Dados da Emater-Rio apontam que as pequenas cooperativas de leite passam por muitas dificuldades em comercializar sua produção, assim como diversos outros setores. No nosso estado, grande parte da produção vem da agricultura familiar. Era muito necessária uma iniciativa como essa, que socorresse o pequeno produtor, que é quem produz 70% do alimento que chega à nossa casa. Não pode faltar alimento na mesa de quem produz sustento – afirma Christino Áureo.

A Câmara já havia aprovado, em julho, auxílio emergencial de R$ 600 reais para a agropecuária fluminense, que incluía agricultores familiares, feirantes, pescadores e outras categorias. Mas o trabalho do deputado pela FPA, junto ao governo, permite, agora, que o segmento tenha mais condições de obter recursos.

Devido ao avanço da pandemia e a conseqüente crise econômica, cai a demanda por hortaliças, leite e outros produtos. Com isso, os produtores rurais precisam, muitas vezes, reduzir a área de cultivo e, assim, diminuem, também, a mão de obra. Para vender, eles acabam baixando muito o valor dos alimentos, afetando diretamente na renda. Para os próximos meses, não há, previsão de aumento de plantio, uma vez que a expectativa por demanda ainda é baixa.

No Estado do Rio, os setores mais impactados pela crise são os de floricultura, hortícolas (produção e aproveitamento de frutas, legumes e verduras) e pecuária leiteira, que encontram dificuldades em comercializar a sua produção. São segmentos que sofreram muito por causa da pandemia e que, agora, com a elevação e prorrogação de prazos de vencimento das linhas de crédito, ganham fôlego para enfrentar esse momento tão difícil. Formados em sua maioria por pequenos produtores compõem parcela importante na geração de emprego e para a economia fluminense.

Em algumas lavouras fluminenses, a produção de tomate, por exemplo, foi atingida por causa da redução de área de cultivo – teve redução de 10% e ainda pode piorar.

Linha de crédito

Os novos valores de limites para ao crédito rural ficaram definidos da seguinte forma:

  • Pessoa física: R$ 45 mil para R$ 60 mil;
  • Empreendimento familiar rural: R$ 210 mil para R$ 300 mil;
  • Cooperativa singular: R$ 15 milhões para R$ 20 milhões;
  • Cooperativa central: de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões.