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Em: 08/10/2020

Presidente da FREPER, deputado reforça que os efeitos da nova Lei do Gás precisam atingir o município

Em encontro com o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, nesta semana, em Brasília, o presidente da Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis (FREPER), deputado federal Christino Áureo (PP-RJ), defendeu a instalação de uma nova rota de gás em Macaé, Região Norte Fluminense. O encontro contou com a participação do Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, José Mauro, e do vereador Cristiano Gelinho. Na ocasião, Christino ressaltou a necessidade de que os efeitos da aprovação da nova Lei do Gás também no Senado e posterior sanção presidencial cheguem ao município fluminense, para reaquecer o mercado de petróleo na cidade, atraindo investimentos e postos de trabalho.

– Venho trabalhando, por meio da FREPER, para que os resultados da aprovação da nova Lei do Gás possam, de fato, ser palpáveis e tenham repercussão na economia dos municípios fluminenses. Em Macaé, há a rota que chega pelo terminal de gás de Cabiúnas, sem dúvida o maior hub de gás natural existente, mas essa rota já está saturada. Uma das principais providências que estamos tomando é a defesa de instalação de uma nova rota, que atenda ao futuro Terminal Portuário de Macaé (TEPOR) e as termelétricas que estão sendo instaladas, como a Marlim Azul e Litos Energia. São medidas importantes que garantirão o desenvolvimento de indústrias no retroporto (área do entorno do futuro porto Tepor) – afirma Christino Áureo.

Além de termelétricas já planejadas na região e em processo de construção, a implantação de uma base industrial, é dependente de uma nova rota de gás. Este foi o foco principal tratado na reunião no Ministério de Minas e Energia. Segundo Christino Áureo, o Ministro Bento Albuquerque e o Secretário José Mauro, demonstraram muita receptividade com o assunto.

– Por isso, também, o encontro teve a presença do vereador, que lidera essa discussão em Macaé. Este é um tema crucial para o futuro da cidade. Se não aproveitarmos a grande oportunidade gerada pela Lei do gás, pode ser que não tenhamos outra chance de enraizar o desenvolvimento no município. Com a aprovação da matéria no Senado, o Ministério voltará a sua atenção para que o setor privado faça investimentos no município. É fundamental que eles soubessem do grande potencial da região, para que quando os investidores procurem as oportunidades, o Ministério confirme que esse é um local que têm os elementos adequados – explica o deputado.

Gasodutos precisam de expansão

O projeto de implantação de um gasoduto de grande porte é de longa maturação. Um estudo do BNDES aponta que haverá gargalos na infraestrutura de escoamento de gás natural a partir de 2025, portanto a necessidade de iniciar ações de fomento e estruturação de projetos urgem e a aprovação do novo marco regulatório no Senado e sanção, é imprescindível. A rede de gasodutos de transporte do país, ainda é considerada muito pequena.

Para se ter uma ideia da importância da implantação de uma nova rota em Macaé, por exemplo, em termos de comparação com outros países, o Brasil tem apenas 8,5 mil quilômetros de rede de gasodutos de transporte, que liga interliga o Rio Grande do Sul ao Ceará, além de Mato Grosso do Sul e São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os Estados Unidos contam com cerca de 500 mil quilômetros; a Alemanha com 31,4 mil e a Espanha com 9,2 mil.

Com a nova Lei do Gás, abrem-se oportunidades de projetos de gasodutos de escoamento offshore para o continente. Como consequência, investimentos necessários à potencialização da produção de gás natural, aumentando sua oferta e contribuindo na redução de preço para consumo industrial, veicular, termelétrico, comercial e residencial. Outro ponto fundamental é a sustentabilidade. O gás natural pode ser usado como combustível de transição para economia de baixo carbono, reduzindo as emissões ao substituir o consumo de diesel, óleo combustível, gasolina e GLP.