16set
Em: 16/09/2019

A agricultura é um setor cada vez mais estratégico na economia brasileira, e uma das prioridades do mandato do deputado federal Christino Áureo (PP-RJ), que integra a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, e a Frente Parlamentar da Agropecuária, na Câmara.

Em entrevista ao programa “Palavra Aberta”, da TV Câmara, Christino falou sobre o Programa Nacional de Mobilidade Rural, que está propondo, via projeto de lei, e a recuperação das estradas rurais, que em época de chuva intensa chega a perder cerca de 30 por cento da produção por problemas de escoamento.

– Fala-se muito em modais de transportes de carga ferroviários, rodoviários, aéreos e aquaviários para atender aos gargalos de armazenagem que existem no Brasil, mas o tratamento dado às estradas rurais sempre fica de fora da pauta do Legislativo. O Estado do Rio, por exemplo, tem 15 mil quilômetros de estradas rurais, enquanto à distância Rio a São Paulo são de 420 quilômetros. A pergunta é: quantas estradas vicinais (que fazem ligação entre dois lugares) são de responsabilidades dos estados e dos municípios?- questionou o ex-secretário de Agricultura do Estado do Rio.

Para Christino, os problemas de mobilidade urbana como o deslocamento da população nas grandes cidades; a quantidade de congestionamentos, em função do uso dos transportes individuais e coletivos; a questão ambiental, e a poluição estão intimamente ligados aos problemas de mobilidade rural.

– Se uma pessoa mora na zona rural, mas tem problemas para chegar ao hospital, na hora do parto; se as crianças têm acesso ao ônibus escolar, mas as estradas estão em péssimas condições, inclusive, para que as famílias usem os serviços de saúde na zona urbana ou mesmo em pequenos núcleos rurais, você está desestimulando que a população permaneça no campo. Hoje a perda líquida da população rural não se dá somente pela automação ou pelos grandes avanços tecnológicos, mas também pela falta de estímulo e de uma infraestrutura mínima na zona rural- afirmou o deputado.

Christino lembrou ainda, que as estradas rurais recebem poucos recursos da CIDE, contribuição taxada nos combustíveis, provenientes tanto do transporte de cargas do agronegócio como do transporte urbano.

– Quantos recursos da CIDE foram destinados para as estradas no interior? Um percentual muito pequeno. O último levantamento que fizemos apontava seis por cento do total de recursos. Espero que após as reformas da Previdência e Tributária, possamos reverter esse quadro, e se tivermos espaço orçamentário cuidar da infraestrutura das estradas rurais, iniciando pelos pequenos municípios. Afinal de contas, de que adianta fazer um grande modal ferroviário ou uma grande rodovia cortando o Brasil, se a carga não chega, se a produção vai se perdendo no meio do caminho e se a população rural está desestimulada em permanecer ali? –ponderou o deputado.