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Em: 22/10/2019

O presidente da Freper (Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis), deputado Christino Áureo (PP-RJ) participou, nesta terça-feira, na Comissão de Minas e Energia, de audiência pública sobre “Derramamento de Petróleo cru no litoral do Nordeste brasileiro”.

Durante o debate, Christino se solidarizou com os 72 municípios de nove estados do Nordeste- Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe- que tiveram suas praias afetadas pelo vazamento de óleo- 900 toneladas recolhidas até o momento-, e elogiou a atuação da Marinha, da Petrobras, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e do Ibama para identificar a origem dessa fonte de óleo, e impedir que ela avance ainda mais.

O presidente da Freper manifestou, no entanto, sua preocupação com a situação dos pescadores artesanais, que juntamente com o setor turístico, são os mais vulneráveis, com riscos de desemprego e queda da arrecadação dos municípios afetados, como aconteceu nos anos 2000 e 2001, com o estado do Rio.

– Em 2000 tivemos o vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, causando prejuízos ao meio ambiente, e afetando a atividade pesqueira, cujas indenizações não foram pagas até o momento. Um ano depois, tivemos o naufrágio da plataforma P-36, no litoral do Rio, e em agosto desse ano, o vazamento de mais de 6,6 mil litros de óleo, na Bacia de Campos, causado por conta de trincas no casco de um navio da empresa Modec. Por essa razão, é que falamos tanto em investir recursos de royalties e de participações especiais do petróleo, na prevenção e no fortalecimento do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo, o PNC, criado em 2013- afirmou Christino.

Participaram da audiência pública, na CME, o Presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim; o Contra-Almirante Alexandre Rabello de Faria, da Marinha do Brasil; o Superintendente de Segurança Operacional e Meio Ambiente, da ANP, Raphael Moura e a Consultora da Petrobras, Margareth Bilhalva.