23set
Em: 23/09/2020

“É fundamental garantirmos alimentação digna para os mais vulneráveis, neste momento que vemos o número de desempregados e a fome crescerem no país” disse o deputado

A taxa de desemprego bateu recorde durante a pandemia, atingindo 14,3%, segundo dados do IBGE divulgados na última semana. A pesquisa PNAD COVID é relativa à quarta semana de agosto e demonstra um aumento de 1,1 ponto percentual frente à semana anterior (13,2%). Com isso, atingiu o maior patamar da série histórica da pesquisa, iniciada em maio, representando cerca de 1,1 milhão a mais de pessoas à procura de trabalho no país. O IBGE apontou, ainda, que a fome atingiu, de 2017 a 2018, 5% da população do país. Outro dado preocupante, que estima-se estar maior com a crise do coronavírus. Para o deputado federal Christino Áureo, esse aumento já era esperado.

– É muito preocupante vermos que voltamos a ter famílias passando fome, e hoje temos 13,7 milhões de desempregados. Sabíamos que o pior da crise econômica ainda estava por vir. Por isso, batalhamos tanto por medidas como a MP do Emprego, que não foi aprovada no Senado, e seguimos editando emendas e apoiando uma série de outras matérias para minimizar os efeitos da pandemia na vida das pessoas. Um dos projetos de minha autoria é a criação do Programa Primeiro Prato, que visa garantir alimentação para a população de baixa renda – afirma Christino Áureo.

O Projeto de Lei 4389/20, de autoria do deputado, institui, enquanto durar a pandemia de Covid-19, o Programa de Estímulo ao Empreendedor e de Combate à Fome — Primeiro Prato. O texto prevê que lanchonetes e restaurantes que aderirem ao programa oferecerão gratuitamente refeições às pessoas inscritas no cadastro único (CadÚnico) do Ministério da Cidadania. Para aderir ao programa, o estabelecimento tem que ter renda mensal de até R$ 10 mil reais, e receberá do governo federal uma bolsa compensatória, equivalente à soma de todas as refeições servidas com valor de até R$ 15.

– É uma medida que ajuda a garantir a sobrevivência das pequenas empresas do setor de alimentos, um dos segmentos que mais sofrem com a pandemia, ao mesmo tempo que garante algum alimento para as pessoas em vulnerabilidade social. Até para procurar empregos, estas pessoas não podem passar fome. Precisamos garantir um sustento mínimo para elas e, para romper o ciclo perverso da fome endêmica, é preciso a intervenção direta do Estado – avalia Christino.

“Não há crescimento econômico num país que passa fome”

O deputado acrescenta, ainda, que o mais preocupante é o avanço da fome no Brasil. Desde 2018, a situação vem se agravando e, com a pandemia, as expectativas são de crescimento, principalmente entre os informais.
– Neste momento, temos que focar nossos esforços para atender a quem tem fome, quem está desempregado. Temos que levar o mínimo de dignidade para as famílias. Uma coisa que ficou clara nesta crise é que a economia é feita por pessoas. Garantir a sobrevivência das pessoas é garantir a sobrevivência da nossa economia também. Não há crescimento econômico num país onde a fome se instala – finaliza o deputado.