07ago
Em: 07/08/2020

É a maior taxa de desocupação desde 2017, segundo o IBGE; informais são os mais atingidos pela crise

A taxa de desemprego no Brasil atingiu o maior patamar em três anos e ficou em 13,3% no trimestre encerrado em junho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total, são 12,8 milhões de pessoas desocupadas.

Mas a realidade do mercado de trabalho é ainda mais grave do que esses números mostram. A população ocupada chegou ao menor nível da série histórica, iniciada em 2012. Houve uma queda de 9,6% em relação ao trimestre anterior, o que significa 8,9 milhões de pessoas a menos. Desse total, seis milhões, ou 68%, são de trabalhadores informais, os mais atingidos pela crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Para o deputado federal Christino Áureo (PP-RJ), é fundamental que o Congresso e o Executivo retomem o debate sobre a Carteira Verde e Amarela, um novo sistema de empregos formais com menos encargos trabalhistas.

– Segundo os dados apresentados pelo IBGE, hoje, há mais gente sem trabalhar do que com ocupação no país. Por isso, é fundamental criarmos um novo tipo de contrato, que estimule, principalmente, a entrada e a permanência dos jovens no mercado de trabalho – afirma Christino Áureo.

Número de desalentados cresce

Outro recorde negativo e preocupante está no número de desalentados – aqueles trabalhadores que desistiram de procurar emprego. Segundo o IBGE, eram 5,7 milhões de pessoas nessa condição no trimestre encerrado em junho, um salto de 19,1% em relação aos três meses anteriores.