06ago
Em: 06/08/2019

O presidente da Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e das Energias Renováveis (Freper), deputado federal Christino Áureo (PP- RJ) voltou a defender a abertura do mercado de gás no Brasil, em entrevista ao apresentador Francisco Barbosa, da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro.
Segundo o deputado, ao abrir o mercado de gás, o Brasil estará retomando o seu desenvolvimento da mesma forma que aconteceu na década de 90, quando o mercado de telefonia celular foi aberto e impulsionou as telecomunicações.

– O gás precisa ser totalmente democratizado, isto é, acessível a todas as camadas da população, e efetivamente ajudar no desenvolvimento do País. Enquanto o preço do gás no Brasil está em torno de US$ 15 por milhão de BTU, nos Estados Unidos ele varia de US$ 3 a US$ 5, já na Europa está entre US$ 7 e US$ 8. Não podemos admitir também que o preço do gás no Estado do Rio, e mais precisamente no Norte Fluminense, como nos municípios de Macaé e Campos, seja mais caro do que no interior de São Paulo que não produz gás, apenas recebe o gasoduto boliviano. Lá a molécula de gás é mais barata do que aqui. Um completo absurdo – explica Christino Áureo.

Durante a entrevista, o deputado fala sobre o Novo Mercado de Gás, que vem sendo debatida na Comissão de Minas e Energia da Câmara, da qual ele faz parte.

– Como integrante do colegiado e presidente da Freper estamos fazendo um grande debate do programa lançado pelo governo federal. Mais do que quebrar efetivamente o monopólio estatal sobre o gás, exercido pela Petrobras, temos que tomar cuidado para que o gás não vire um monopólio privado. Tem que ter regras, regulação muito forte. As distribuidoras nos Estados, por sua vez, precisam passar por ajustes, já que não compreenderam a importância de levar o gás como insumo para desenvolver as microrregiões, inclusive no estado do Rio, produtor nacional do petróleo. Temos muitas cidades e regiões que não recebem gás canalizado tanto para o atendimento residencial como para o industrial e as distribuidoras também precisam contribuir- disse Christino.

Para o deputado, com o esforço de todos e o gás como insumo na indústria, a produção vai ter um custo mais barato e as empresas vão poder gerar mais empregos.

– Ao substituir a energia elétrica pelo insumo do gás, as indústrias vão produzir e gerar mais postos de trabalho; o uso do GNV (gás natural veicular) pelos taxistas vai tornar o preço mais competitivo e o mercado automotivo vai ser acelerado. Estamos trabalhando ainda para o uso do gás em caminhões, para reduzir o custo no setor de transporte e beneficiar o cidadão com o gás mais barato. Infelizmente o Brasil tem apenas nove mil quilômetros de gasodutos, enquanto a Argentina, que não produz gás, tem 26 mil quilômetros, quase três vezes o tamanho da rede brasileira e os Estados Unidos tem 490 mil quilômetros. A diferença é muito grande. Há algo errado e tem que ser corrigido – acrescentou Christino.