11jul
Em: 11/07/2017

Após a retração dos investimentos no Estado nos últimos três anos, especialmente no setor de óleo e gás, começam a ser anunciados projetos na área de petróleo e infraestrutura, com investimentos privados que deverão atingir mais de R$ 8 bilhões no médio prazo. Christino Áureo, secretário de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, disse que há uma perspectiva de retomada da economia fluminense.

Mesmo diante das dificuldades financeiras geradas pela queda de arrecadação desde o final de 2014, provocada pela depressão da economia brasileira e a crise no setor de óleo e gás, Christino destaca a expectativa de assinatura do regime de recuperação fiscal nos próximos dias e a retomada do setor de petróleo com os novos leilões.

— Apesar da crise, as empresas de petróleo demonstram confiança, já que os desembolsos serão apenas a partir de 2018. Estamos recebendo algumas consultas. Há muito apetite dos chineses. A China é a maior produtora de bens de capital e está em busca de oportunidades. Estamos perto do ponto de virada.

Na semana passada, a Petrobras assinou um memorando de entendimentos para uma parceria estratégica com a chinesa CNPC, com provisão de investimentos da ordem de US$ 4 bilhões na construção de uma refinaria no Comperj. Em setembro e outubro, serão realizados dois leilões de petróleo em campos do pós e pré-sal, além de outros quatro até 2019. Esses leilões poderão resultar em investimentos de US$ 200 bilhões no Estado do Rio nos próximos 30 anos. Diante dessas perspectivas, novos projetos privados estão concentrados na Região dos Lagos e no Norte Fluminense.

Sem dúvida, o município de Macaé foi um dos que mais sentiram a forte retração dos investimentos não só da Petrobras, mas de toda a atividade do setor de petróleo nos últimos anos. Mas começam a ganhar corpo novos projetos no setor. É o caso do TEPOR, em São José do Barreto e o Parque Bellavista, um polo industrial privado onde estão instaladas 19 empresas do setor de petróleo, que vai triplicar de tamanho.

Entre os projetos, está a retomada ainda da construção de uma refinaria no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, que vão demandar investimentos entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões.

Os Terminais de Ponta Negra (TPN), na Praia de Jaconé, entre Maricá e Saquarema, voltado a atender a indústria de óleo e gás com o desenvolvimento dos campos no pré-sal, prevê investimentos da ordem de R$ 5,2 bilhões e a geração de 20 mil emprego. Já São João da Barra, no Norte Fluminense, receberá investimentos da ordem de R$ 3 bilhões, segundo informações da Prumo Logística, que opera e desenvolve o Porto do Açu. O projeto de construção de uma usina térmica a gás e de uma estação de regaseificação (para transformar o gás em estado líquido em gasoso) deve gerar três mil vagas a partir do ano que vem, quando começam as obras, diz José Magela Bernardes. A nova térmica vai contar ainda com a parceria da Siemens e da petroleira BP, que devem se tornar sócias da usina, como informou o jornal O Globo desta segunda-feira.