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Em: 02/10/2020

Christino Áureo ressalta a importância das políticas públicas adotadas para atrair novas empresas para o setor

Os chamados campos maduros de petróleo, áreas que começam a entrar em declínio de produção, continuam recebendo novos investimentos. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgou, nesta semana, que 14 campos de águas rasas da Bacia de Campos receberão um aporte que supera R$ 10 bilhões. E esse valor pode dobrar nos próximos anos, só nestes blocos. Para o deputado federal Christino Áureo (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis (FREPER), a estratégia adotada para atrair novas empresas, desde que estava à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, se mostrou acertada para manter estes campos em atividade, gerando empregos, especialmente no Estado do Rio.

– Desde de 2017, quando observamos que a Petrobras estava focada em investir apenas nos campos em águas profundas, os mais promissores, elaboramos uma série de políticas públicas para atrair novas empresas, a fim de explorarem os chamados campos maduros. Foram muitas conversas com o setor, com a ANP e com a Petrobras, para que chegássemos a um modelo que atraísse as petroleiras. O fundamental foi a batalha pela manutenção do Repetro (legislação que estimula a exploração e produção de petróleo). Com o sucesso da realização da 15ª Rodada de Licitações, em 2018, grandes indústrias mundiais do segmento, como ExxonMobil, Chevron e Statoil, arremataram diversos blocos na Bacia de Campos, gerando um bônus de assinatura de mais de R$ 8 bilhões. Esse fato foi fundamental para que o segmento voltasse os olhos, também, para os campos maduros – lembra o deputado.

Os campos que receberão este novo plano de desenvolvimento anunciado pela agência reguladora são operados pela BW, Perenco e Trident. Segundo a ANP, em 2012, eles produziam 81 mil barris de petróleo por dia e, em 2019, a produção havia declinado para, aproximadamente, 26 mil barris por dia. O plano de desinvestimento da Petrobras está garantindo a revitalização destas áreas. Ao repassar o direito de exploração para as empresas que operam estas áreas agora, a previsão de produção total será da ordem de 500 milhões de barris, considerando a prorrogação das concessões. Christino ressalta que a baixa produção nos campos maduros afeta não só a empresa operadora, mas toda a sociedade.

– Quando uma empresa não investe em retirar o petróleo do poço, quem perde somos todos nós. Petróleo gera impostos, arrecadação e empregos. A ANP informou que os royalties oriundos destas concessões declinaram de R$ 583 milhões para R$ 227 milhões, no período de 2012 a 2019. Esse aporte das empresas citadas fará muito bem para a economia do Estado do Rio e os municípios produtores da Bacia de Campos – afirma Christino Áureo.

Os campos que receberão os investimentos serão Enchova, Enchova Oeste, Marimbá, Piraúna, Bicudo, Bonito, Pampo, Trilha, Linguado e Badejo, operados pela Trident Energy; Maromba, da BW Energy; e Pargo, Carapeba e Vermelho, sob a exploração da Perenco Petróleo e Gás do Brasil. Todos estão localizados na Bacia de Campos. Christino ressalta que a FREPER continua atuando para atrair novidades para o setor de petróleo.

– A mudança da matriz energética no mundo é um fato que está dado. Temos que agir rápido para retirar toda esta riqueza, que tantos recursos trouxe e traz para a nossa região, especialmente para Macaé, Campos e outros municípios. Cito sempre a frase do Xeque Yamani, ex-ministro do Petróleo da Arábia Saudita: a idade da pedra chegou ao fim, não porque faltassem pedras. E a exploração do petróleo não acabará por falta do insumo. Portanto, esse investimento anunciado é mais um alento para nós. Assim como será a Nova Lei do Gás – finalizou.