16jun
Em: 16/06/2020

A pandemia do novo coronavírus provocará recuo em todos os setores da economia fluminense, aponta FIRJAN; indústria extrativa e segmento de serviços puxam a queda

A crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus provocará uma queda de 6,4% no Produto Interno Bruto (PIB) fluminense em 2020, segundo projeção da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN). Caso se confirme, será o pior resultado desde o início da série histórica, em 2002.

Nos três primeiros meses deste ano, já houve retração de 1,9%, em comparação com o quarto trimestre de 2019 – recuo ainda mais intenso do que o registrado pelo PIB nacional, que encolheu 1,5% no mesmo período. Já na relação com o primeiro trimestre do ano passado, a queda foi de 0,6%, interrompendo uma sequência de oito resultados positivos.

– Essas notícias não são surpresa para nós. Defendemos, desde o início do mandato, medidas que estimulassem a economia e a geração de empregos, como as contidas na MP 905. Com a crise do coronavírus, temos que adotar ações ainda mais extremas. Uma série de leis e outras iniciativas foram aprovadas no Congresso, mas a lentidão na execução destas medidas só agrava a situação financeira do país e do nosso estado. Por isso, estamos propondo ao governo, eu e um grupo de deputados do Câmara Viva, uma série de iniciativas técnicas que auxiliam e, se implantadas, farão o recurso chegar às empresas – explica Christino Áureo.

A indústria extrativa, motor da economia do Rio de Janeiro, deverá ter, em 2020, o maior recuo entre os setores pesquisados: -7,3%. O segmento de serviços, um dos que mais empregam, vem logo na sequência, com queda projetada de 6,7%.

Nesse cenário, os micro e pequenos empresários são os mais afetados, já que têm maior dificuldade para acessar as linhas de créditos emergenciais oferecidas pelo governo e pelos bancos.

Além da pandemia e da queda do preço do petróleo, que afetou em cheio a indústria extrativa, o Estado do Rio de Janeiro ainda terá que lidar com uma grave crise fiscal. O governo fluminense tem um desequilíbrio crônico nas contras públicas, que foi agravado pelo novo coronavírus – cenário que já começa a colocar em risco os salários dos servidores e a prestação de serviços à população.