14ago
Em: 14/08/2020

Segmento, que responde por 70% do PIB, cresceu 5% em junho, após quatro quedas seguidas, mas ainda está 15,4% abaixo do nível pré-pandemia; varejo e fábricas já operam em ritmo mais acelerado

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a economia brasileira começa a dar os primeiros sinais de retomada. Mas a recuperação ocorre em velocidades diferentes entre os setores.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que os serviços cresceram 5% em junho ante maio, após quatro meses seguidos de queda. Mas o segmento, que responde por 70% do Produto Interno Bruto (PIB), ainda está 14,5% abaixo do nível de fevereiro, ou seja, pré-pandemia.

Muito atuante nas ações de socorro a micro, pequenas e médias empresas, o deputado federal Christino Áureo (PP-RJ), mostra otimismo pelos sinais de recuperação, mas continua na luta pela busca de alternativas que mitiguem os efeitos negativos da crise.

– O setor de serviços é fundamental para a economia. É muito intensivo em mão de obra. Há a esperança de que sua a retomada possa significar a retomada, também, dos empregos. Particularmente, em relação à Reforma Tributária, estou trabalhando uma ideia de começar a desoneração da folha de pagamento pelo setor de serviços, uma vez que a maioria das empresas desse segmento têm como principal custo a própria mão de obra. Se começarmos desonerando a folha do setor de serviços, estimularemos essas empresas a contratar. Com isso, é provável que possamos mexer positivamente nessa curva triste do desemprego, que só cresce em proporções gigantescas com a pandemia – afirma Christino Áureo.

Varejo em alta

Já o varejo vem mostrando uma recuperação bem mais rápida, puxada, principalmente, pelas vendas nos supermercados. Em junho ante maio, o comércio cresceu 8%, acima das projeções dos economistas. Foi a segunda alta mensal seguida, o que fez com que o setor recuperasse todas as perdas causadas pela pandemia. O segmento já está 0,1% acima do patamar de fevereiro.

A indústria, por sua vez, cresceu 8,9% em junho devido, sobretudo, à recuperação das montadoras de veículos. Também foi o segundo resultado positivo consecutivo. Mas a produção ainda está 13,5% abaixo do nível pré-Covid.